História

por adm publicado 20/05/2026 20h17, última modificação 20/05/2026 20h17

A história do município de Pouso Alto está intimamente ligada à penetração das bandeiras de sertanistas e de aventureiros que demandavam os sertões das Minas Gerais em busca de riquezas. E como quase todos os municípios mineiros, também Pouso Alto, se formou em torno de um cruzeiro, símbolo da fé cristã dos desbravadores daquele tempo. Diz a tradição que, em 1692, traficantes de gentio da cidade paulista de Taubaté, embrenharam-se no sertão, recebendo de uma silvícola aprisionada a confidência de que abundava o ouro nas socavas da grande serra, que se levanta ao sul de Minas Gerais, formando o limite natural entre este e os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Seduzidos pela perspectiva de melhor negócio do que a submissão do gentio, empreenderam aqueles homens, acompanhados de índios mansos, a arribada através das encostas e cumes da Mantiqueira, percorrendo a região onde vivia livre o indígena. Ao transporem o Vale do Paraíba, encontraram um aldeamento de índios, no qual pernoitaram, levantando depois no cimo do morro, onde pousaram, um rancho de folhas de palmeira, denominando-o Pouso Alto. E no local do antigo rancho, ergue-se hoje a Igreja Matriz, em torno da qual se estende a bela e acolhedora cidade.

A capelinha primitiva foi constituída canonicamente em 1784. Elevada a freguesia coletiva em 16 de janeiro de 1752, ficou criado o curato de Nossa Senhora da Conceição dos Pousos Altos, por Órdem régia de 02 de agosto do mesmo ano. O Decreto imperial de 14 de julho de 1832, elevou o curato de Nossa Senhora da Conceição dos Pousos Altos à categoria de freguesia, edificando-se a seguir a primeira Igreja Matriz, tendo por oráculo Nossa Senhora da Conceição. Constituído o distrito de Paz, em 1843, pela Lei nº 2.079, de 18 de dezembro de 1874, ficou criado a vila e município de Pouso Alto, elevada a cidade por força da Lei nº 2.461, de 19 de outubro de 1878. A Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, manteve o distrito-sede do município de Pouso Alto, que, na 'Divisão Administrativa', em 1911', e nos quadros de apuração do Recenseamento Geral, realizado em 1º de outubro de 1920, se apresenta constituído por 4 distritos: Pouso Alto, Sant'Ana do Capivari, São José do Picu e Itanhandú. Pelo disposto na Lei estadual nº 843, de 07 de setembro de 1923, o município de Pouso Alto cedeu ao de Itanhandú, recém-criado, o distrito dessa designação e o de São José do Picu. Adquiriu, por outro lado, do município de Silvestre Ferraz, (atual Carmo de Minas), o distrito de São Lourenço, ao que se anexou parte do território do distrito de Pouso Alto. Desse modo, na 'Divisão Administrativa do Estado', fixada pela citada Lei nº 843, o município em apreço apareceu composto de 3 distritos: Pouso Alto, Sant'Ana do Capivari e São Lourenço. Em virtude do Decreto nº 7.562, de 1º de abril de 1927, o município perdeu parte de seu território com a qual se constituiu o município de São Lourenço. Figura, todavia, na quadra de divisão administrativa relativo a 1933, integrado por 3 distritos: Pouso Alto, Sant'Ana do Capivari e São Lourenço, o último, porém com sede de Prefeitura e autonomia administrativa. De conformidade com os quadros de divisão territorial datados de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem assim o anexo do Decreto-lei estadual nº 88 de 30 de marços de 1938, o município de Pouso Alto era formado por 2 distritos: o de sede e o de Sant'Ana do Capivari, assim permanecendo nas divisões territoriais do Estado, vigentes no quinquênio 1939-1943 e 1944-1948, e estabelecidos, respectivamente, pelos Decretos-lei estaduais nº 148, de 17 de dezembro de 1943. Nota-se que em razão do primeiro desses Decretos-leis, o distrito de Pouso Alto cedeu parte de seu território ao distrito-sede do município de Itanhandú.

O município, um dos maiores do Sul de Minas em extensão territorial, tinha no último Censo (2022) 6566 habitantes.

A economia de Pouso Alto gira em torno do turismo, através das pousadas, localizadas principalmente na zona rural do município, dos restaurantes e lojinhas que oferecem delícias típicas, como queijos, cachaças, linguiças, embutidos, pães de queijo, biscoitos de polvilho, etc.

Do ponto de vista local, o setor agropecuário tem papel essencial, dado ao grande número de produtores rurais, granjas e laticínios instalados na cidade.

Acontecem festas típicas tradicionais todos os anos em Pouso Alto, Festa da Santa Casa de Misericórdia, festas religiosas no bairros rurais, (junho a setembro), Festa dos Reis (janeiro), Festas Juninas (durante todo o mês), Carnaval antecipado, Semana Santa com encenação da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Pouso Alto é abençoado pelas ruas, pela natureza, pelo clima, pelo céu... e hoje encanta os visitantes e a todos que a conhecem. As montanhas que a cercam guardam no seu silêncio um passado, onde vitórias e derrotas se entrelaçam para contar a sua história.

 

 

Fonte

ENCICLOPÉDIA DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS